Opinião, Resenha

#ForadoPapel

foradepapel.pngO blog Fora do Papel destina a divulgação de livros publicados inicialmente em plataforma digital e talvez alguma entrevista, com algum autor.

Atenção, entendo como livro qualquer coisa que contenha parágrafo, início, meio e fim. Assim sendo, vai ter divulgação de Fanfic sim meu bem, e se não gostou pula pra próxima postagem.

O livro não é o papel e sim o que tá escrito nele, a ideia surgiu após a leitura do livro Editora™ de Bruno GuimarãesIronicamente eu nunca fui grande fã de blogs literários, mas sempre fui uma grande consumidoras de livros.

Esse blog não é a idealização de um sonho ou algo parecido, na verdade ele nasceu da minha necessidade de compartilhar o que eu lia com outras pessoas, e verdadeiramente falando, acho que consumo mais livros digitais em diversas plataformas (incluindo obviamente a Amazon) do que livros de papel.

Sinceramente acho que as Editoras deveriam valorizar mais essas plataformas.

O objetivo do blog não é fazer um ranking literário, o objetivo é só enaltecer esses autores que passam horas dos seus dias pensando nos capítulos ou no novo livro e que buscam desesperadamente que o número de comentários se equipare ao de visualizações. Comentários são importantes.

Amor, Minhas Crônicas, Padrão, Sem categoria, Sexo

Corpos sem Rima….

As mãos trafegam o corpo,

Na pele, nas curvas, no leito suspiros,

O desejo entre os arranhões e gemidos,

Apertou o lençol, arqueou-se, mordeu os lábios,

Suspirou mais de uma vez enquanto encarava o corpo marcados por si,

O beijou,

Se beijaram, entre os gemidos e as confissões do acaso,

Era só prazer e por isso era intenso,

Era casual,

Eram dois e não um.

O compromisso ficou do lado de fora, junto com os problemas e as desavenças, lá dentro só cabia os dois corpos e a intensidade entre eles.

O cheiro de sexo,

A inexistência da obrigação, a existência do acaso, do único, das pernas, das suas pernas em outra cintura que não a conhecida.

A bagunça dos lençóis que quase inexistiam na cama.

A cor inexistente dos pares de olhos inexplicavelmente fechados, para não guardar as memórias,

Para não criar desejos, para não desejar histórias, para as histórias não serem lidas novamente.

Mas era ilusório, a ilusão era prazerosa…

Suspiraram,

Desejaram,

Odiaram a colocação necessária de seus corpos naquele ambiente tão pequeno.

Uma das mãos derrubou a lata de cerveja e a ilusão de que não estavam sóbrios.

Estavam cientes, sóbrios e queriam.

A nicotina trafegou mais do que os lábios, desceu pelos seios, e chegou no ventre, entre os suspiros e as lembranças surgiu o aperto nos cabelos curtos que mal cabiam entre seus dedos, se confundiu entre o prazer e a culpa.

Culpou-se no momento em que se sentiu livre, seus dedos apertaram-se, e os gemidos saiam, a culpa voltava, mas era tão momentânea quanto a fumaça do cigarro, só restou o aroma.

Puxou o rosto para si e provou seu próprio gosto enquanto encarava os olhos que agora sabia que teria que se despedir, antes do banho frio, dos sonhos furtivos, ou dos famosos “até a próxima”, ela saiu.

Saiu sem deixar nome, endereço ou telefone, apenas deixou seu cheiro entre a bagunça do quarto e os travesseiros jogados no chão.

Saiu deixando tudo que não queria deixar, lembranças…